terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Espera

Acordo e ja sinto aquele friozinho gostoso da manhã. Através da janela nem um pingo de azul sobrevive, a não ser os da sacada do predio ao lado. Não sei dizer se aquilo foi um sonho, mas se não foi, pelo menos foi uma tentativa de um; os pulmões funcionando pela metade me deixa confuso - indício de que ainda não acabou.

Odeio esperar. O verão nem chegou ainda, e eu ja sinto uma sensação de sufoco. As pessoas parecem querer me atrasar: entram na minha frente com aquele ar de despreocupados, só pra me provocar. Mas não aceito a provocação; enquanto espero, procuro tranquilidade no clima incolor - a encontro sem muito esforço.

Um comentário:

  1. É sempre incomodo quando as sensações exteriores transmitem esperas irrevessíveis não? Gostei do poema!

    Sim, sou colunista do jornal daqui da minha cidade (Americana/SP), só que fiz 18 anos há duas semanas, hahaha.

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