
Era manhã, se bem que mais parecia tarde. Sol ardendo no céu, alunos na porta da escola, um casal debaixo d'árvore e os raios de luz insistentemente abrindo caminho entre as folhas, só para poder espiar. Em horas como essas a insegurança entende ser sua deixa, entra sem licença e encontra na mais simples das palavras a mais absurda complexidade. Frases escritas inteiras porém incompletas, pronunciadas como caneta falha em papel de rascunho. A conversa sai assim, de pedaço em pedaço, coxeia pelos cantos e desenha a moldura. Como numa arte involuntária: onde mesmo que acidental uma beleza incomparável é expressa, fragmentos desproporcionais vão se encaixando desengonçados, até se unirem completamente; tornam-se um só.
Bela descrição subjetiva, tem detalhada!
ResponderExcluirGostei do simbolismo da caneta no papel de rascunho!
Abraço.
*bem
ResponderExcluirOla queria agradecer por seu comentário em meu blog e dizer que adorei o seu espaço,pelas imagens,nome,textos enfim tudo aqui é muito lindo.
ResponderExcluirGrande beijo.