ou
“Ritmo”
Cada um mantém o seu, é como fazemos pra sobreviver e nos entender.
Você quer me puxar pro seu, mas o meu ritmo você sabe, é todo violão
- completamente vento soprando no mar –
não na praia,
porque praia é você,
é onde termina o mar e começa uma alegria que vai e volta.
Meu ritmo é lento e intenso sem precisar ser alegria. Nasci pra flutuar, visitar naufrágios e abrigar lendas, se eu saio disso não sei mais viver. Se me levam à praia, o máximo que posso fazer é construir castelo de areia, juntar concha quebrada e fazer um colar,
que te dou.
E você rebola na minha direção, seus pés deixando saudades na areia, que gosta e parece pedir mais.
Põe o colar,
sorri e faz pose pro vento,
enquanto o resto da praia faz pose pra você.
E fica a coisa mais linda
- parece que veio no mar –
vestida com biquini, concha e sorriso, contrariando tudo que é fúria na vida, harmonizando qualquer atravessada no tempo. Tudo pro seu ritmo, que me puxa e
puxa e
puxa e
puxa e
puxa e
puxa,
como a água do mar.
E aí eu não tenho escolha. Vou quebrar em você,
quebrar nos seus compassos.
E a gente junta o nosso ritmo
e faz um samba.
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