A luz reflete na janela e chega ao pequeninos olhos como se estivesse mirando lá, como se chegar ali fosse o ponto final dos raios de sol, como se a vida fosse resumida naquilo, um brilho nos olhos, involuntário, belo, infinito.
O pequeno sorri, berra, chora de alegria. Acabou de chegar no mundo e já o mais feliz que se pode ser na terra.
Só que ele nāo sabe.
Ninguém ali sabe da oportunidade que teve, no máximo desconfiam.
Desconfiam que alguém possa viver sem um gramado, sem um jardim com esquilos, sem frisbee numa praça imaculada, sem ingerir legumes todo dia, sem lojas de conveniência 24 horas na esquina.
Desconfiam como se desconfia de um inseto muito feio.
Mas eles sabem que os raios de sol irāo indefinidamente chegar na sua cintilante mesa de café da manhā com croissants, se infiltrando na tranquilidade de seus olhos claros lacrimosos de sono.
E isso é tudo o que sabem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário