domingo, 4 de janeiro de 2009

Enchente

Sua respiração e os traços em seu rosto me servem de aviso. Já sei o que vai acontecer ao pronunciar da primeira palavra - que é trêmula, vacilante. E só eu sei o quanto voce precisa fazer isso. Encolho os ombros e tento não me molhar demais nas suas lágrimas. Incrível e quase revoltante, é o modo como o passado gosta de inundar o presente, sem aviso, sem previsão, e nos afogar em suas lembranças, encharcadas de dor. Nessas horas, não há como não sair molhado.

3 comentários:

  1. Cada um carrega em si um pouco de mar...

    ResponderExcluir
  2. Chorar com as lembranças do passado que parecem viver novamente dentro de nós.

    Adorei seu texto ^^

    Grande Beijo.

    ResponderExcluir
  3. Não entendo porque todo o presente acaba se baseando no passado... isto nem sempre é bom!

    ResponderExcluir