quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Poeira

Deito na cama e admiro a alvidez calma e plana do teto. Não deixo as paredes me limitarem. Nessa planície branca e vazia encontro espaço de sobra, e é nela que deposito e misturo os sonhos e pensamentos com tempo e espaço; ali tudo é organizado minuciosamente.
Mas basta desviar a cabeça e me deparo com a bagunça que o meu quarto sempre foi. A cama desarrumada, livros fora do lugar, lixo em cima da mesa. Nada parecido com o que via há pouco.
Num canto: roupas jogadas pelo chão; e em todo lugar: a poeira fina que cai do teto - dia após dia.

3 comentários:

  1. Muito bomm !!!

    Gosto de textos que em apenas um ambiente nos mostra diversos sentimentos.

    Parabéns !!!

    ResponderExcluir
  2. Não deixe as paredes te limitarem, mesmo.

    ResponderExcluir
  3. Tansformou uma descrição banal, em uma bela passagem literária. Ótimo!

    ResponderExcluir