quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

10/3 =

Casa de avó sempre com cheiro de inexorável, daquilo que resiste ao tempo. O segredo desses recintos, são as memórias presentes em todos os lugares, exalando em silêncio as palavras com cheiro de mofo agradável. Estão gotejando na pia; secando no varal; penduradas nas paredes. A sua, repousa na cama: nela, as mãos, os sorrisos e principalmente os olhos - aquela distância entre os meus e os seus, que era feita do mais significativo dos silêncios, estava tudo nela, mas tambem nada. Nada que não queria, tudo o que queria: estava ali entre os lencóis amarelados, nas duas bolinhas negras refletindo à luz amena de fim de tarde que atravessava a cortina; naquela pequena casa com sabor de lembrança.

2 comentários:

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  2. Lembrança do que foi e não é mais.
    Lembrança do alegria de criança, não é mais aquela mesma dança.
    Só sobrou-me o ar, o respirar, o respirar o seu ar.
    Lembrança do que foi e não é mais. Não mais.

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