quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Vitrine

O Sol em pequenas doses explode paulatinamente no vidro granulado. Aqui fora uma brisa matutina traz com ela levemente, um mundo inteiro que invade os poros, contamina cada artéria, transborda por onde puder e escorre pelas coisas mais simples tornando-as as mais belas. Mas vejo poros endurecidos e fechados a essa tenra brisa, que vaga por aí sem ser notada. Vejo esse mundo ignorado tantas vezes: pela pressa do relógio, pelas etiquetas de preço nos supermercados, pelos acessórios da moda, pelas carteiras recheadas, pelos ternos e gravatas e tragédias desnecessárias. Pobre brisa; mas mais pobre ainda, dos homens, batalhadores que não sabem lutar pela verdadeira vida, e que quase sempre a encontram protegida por alarmes; ou apenas um vidro.

4 comentários:

  1. "Pobre brisa; mas mais pobre ainda, dos homens, batalhadores que não sabem lutar pela verdadeira vida..."

    Disse tudo.

    Não sei se você posta selos aqui no seu blog,tem dois lá no meu pra você ^^

    Grande beijo.

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  2. muito bom o texto, adoro etiquetas de supermercado.. que passam todas vezes despercebidas.. mas eu sempre vejo, é tao incrivel, sao tantos detalhes..
    :D

    adoreeei aqui =)
    beijoos!

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  3. "Quando derem um coração, tente não cagar nele", e tente não amassar, não sujar, não jogar no chão e tudo mais!

    eu adoro seus textos (:
    quando saio de manhã e encontro trabalhadores sofrendo com esse sol já não mais normal, fico pensando como esses se acostumaram a viverem assim ....


    beijão ju!

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  4. Por isso acho melhor ficar em silêncio. Assim não vai ter palavras e nem intenções.

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