Os raios de sol invadem cada brexa e chicoteiam meu corpo arrancando junto com o suor as palavras que me escorregam, gotejam no chão, suicidam-se de febre, e uma vez mortas sobem ao céu, sem passar pelo papel.
Mal dito, se evapora o pensamento, o cafezinho vira má idéia, e a chuva faz-se bom alento - pelo menos aqui dentro.
Sob uma cobertura de peneira, espero as palavras caírem como gotas do céu, e enquanto isso apanho as que se prendem ao tentar subir pra lá.
As vezes parece que tudo se vai de nós.
ResponderExcluirMuito bom texto.
Grande beijo.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirEsse texto ficou muito bom. É difícil falar sobre a não-escrita com uma tão bonita!
ResponderExcluirParabéns :)
Ahh, obrigada!
ResponderExcluirUma hora a chuva de palavras vai chegar...
Entre o querer e o poder.
ResponderExcluirTemos o mesmo apelido. :-)