quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Descrição de um sonho

Seus cabelos quebravam em ondas sobre o ombro e tinham cheiro de sal.

Era como se viesse da praia e como se nunca houvesse saído de lá; como se tivesse os pés numa divisāo e cada hora de um dos lados, mas nunca perto, nunca definitivamente no asfalto, na calçada: andava numa rua feita de areia e sal. E mesmo a 5 centímetros de seu rosto eu sempre a via distante - mais longe do que de longe - como algo a se contemplar, coisa que se poderia fazer durante horas, dias. E nunca eu saberia seu nome e nem queria, nem precisaria, nem mesmo poderia saber, porque
maria
era mariana
mar voltava
era ana

E então simplesmente desapareceu, de tão distante (de tão perto).

Mas se eu ponho uma concha no ouvido, ainda ouço sua voz.

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